O Brasil teve um excesso de 19% nos óbitos em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, aproximadamente de 190 mil mortes. O número foi apontado por um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Estácio.

Entre as causas definidas, o grupo de doenças infecciosas e parasitárias foi o mais relevante. Além disso, houve ainda excesso de mortalidade por causas mal definidas.

O cálculo do estudo incluiu mortes associadas direta (devido à doença) ou indiretamente (por causa do impacto da pandemia nos sistemas de saúde e na sociedade) à Covid-19. Já o impacto total da pandemia foi possivelmente maior do que o indicado pelas mortes relatadas apenas devido ao coronavírus.

"Algumas causas de morte têm relação com a desassistência provocada pela reorganização da rede assistencial, outras com a mudança nos padrões de interação social na população. Esse diagnóstico é importante porque indica a necessidade de os sistemas locais de saúde serem mais resilientes, para que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais consistentes", afirmou o pesquisador da Fiocruz, Raphael Guimarães.

Além do grupo de doenças infecciosas e parasitárias e das causas mal definidas, outros excederam o número de óbitos esperado em mais de 10%: doenças endócrinas (16%); transtornos mentais (29%); doenças cardiovasculares (16%) e gravidez, parto e puerpério (27%).

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