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| Imagem: Shutterstock |
Um estudo, financiado pela Alzheimer’s Society e liderado pela University of Exeter, foi publicado na revista Alzheimer’s Research and Therapy e revelou que o uso de medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra, pode estar associado a uma redução significativa no risco de desenvolvimento da doença neurodegenerativa progressiva. De acordo com a pesquisa, os usuários dessas substâncias apresentaram uma probabilidade 18% menor de manifestar o quadro de demência em comparação a homens que não utilizam os fármacos.
Originalmente desenvolvidos para tratar condições cardiovasculares, como hipertensão e angina, medicamentos desta classe atuam sobre um mensageiro de sinalização celular que possui conexões diretas com a memória. Cientistas apontam que essas drogas também influenciam a atividade das células cerebrais.
Embora o estudo atual foque em humanos, pesquisas anteriores realizadas em animais já haviam sugerido um potencial efeito neuroprotetor dessas substâncias. O interesse da comunidade científica em "reaproveitar" remédios já existentes deve-se à urgência em encontrar métodos que possam prevenir ou retardar o avanço de doenças neurodegenerativas.
Atualmente, o combate ao Alzheimer vive um momento de avanços significativos. Dois novos medicamentos mostraram-se promissores ao atacar a proteína beta-amiloide, substância que se acumula no cérebro de pacientes e é considerada um dos marcos da doença. Ao retardar o ritmo da enfermidade em fases iniciais, esses novos fármacos prometem revolucionar as terapias atuais.
No entanto, em relação ao impacto do Viagra, os pesquisadores reforçam a necessidade de cautela. São necessários novos estudos clínicos controlados para provar se a redução do risco de Alzheimer é causada diretamente pelo medicamento ou se há outros fatores biológicos e de estilo de vida envolvidos na amostra analisada.
Correio

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