Uma mulher de 26 anos descobriu que tinha sido vítima de um estupro cometido pelo seu pai. Ela se deu conta dos fatos após receber mensagens no celular mandadas pelo genitor onde fez menção ao episódio.
A prática criminosa aconteceu na cidade de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Segundo a vítima em depoimento à polícia, perdeu a consciência após ingerir bebida alcoólica e misturar com remédio antidepressivo. As informações são do portal G1.

No dia do abuso a vítima estava em um depósito de um primo onde ingeriu bebida alcoólica e também usou a medicação controlada para tratar depressão. O autor do crime foi indiciado pela polícia por estupro e sua prisão temporária do investigado foi determinada pela Justiça, mas não foi cumprida até o momento.
Em uma das mensagens, o pais escreve para a filha: “Não consegui dormir, só pensando em você” e “você sabe que papai gosta de você”. A vítima relata que se lembra de ter tomado banho e estar apenas de toalha quando o pai se aproximou.
“Ele veio pra cima de mim, querendo me dar um beijo. Eu empurrei e falei que era filha dele, que ia deitar porque estava muito tonta, passando mal”, contou a jovem. Ainda segundo o relato, o homem insistiu. “Ele falou pra eu beber mais, disse que tinha mais bebida. Eu empurrei ele de novo. Eu só lembro que estava de toalha… depois disso, eu não lembro de mais nada”, afirmou.
A confirmação do crime aconteceu semanas depois, no dia 15 de março, quando a vítima estava na casa de uma tia. O pai dela passou a enviar várias mensagens e áudios onde fazia declarações com teor sexual, menciona o episódio e chega a perguntar a filha quanto de dinheiro ela queria para ficar com ele.
“Eu já tô maluco… se você vier pra cá eu vou te agarrar”, "Quanto você quer para ficar comigo?". "Não consegui dormir, só pensando em você” e “você sabe que papai gosta de você”, diz outro trecho das mensagens.
O caso foi registrado na 118ª Delegacia de Polícia (Araruama), onde a vítima apresentou os áudios e demais provas. Ela realizou exame de corpo de delito. A Polícia Civil pediu que medidas protetivas fossem determinadas pelo Poder Judiciário.
BNews

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