A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou a criação de uma nova categoria de ingressos para a Copa do Mundo de 2026 a menos de dois meses do torneio, decisão que provocou forte reação entre torcedores.

A medida introduz a chamada “Categoria 1 Frontal”, com assentos nas primeiras fileiras de setores mais valorizados, vendidos por preços significativamente mais altos, segundo informações do jornal americano 'The Athletic'.

Inicialmente, a entidade havia comercializado milhões de ingressos em quatro categorias, sendo a Categoria 1 a mais cara e, segundo os mapas divulgados, com acesso às melhores áreas dos estádios.



No entanto, após a definição dos assentos, muitos compradores relataram frustração ao receberem lugares em posições menos privilegiadas, como atrás dos gols, nos cantos ou mais distantes do campo.

Com a liberação dos novos ingressos, torcedores passaram a suspeitar que os melhores lugares foram reservados para venda posterior a preços mais elevados — hipótese reforçada com o lançamento da nova categoria.

“Este é apenas mais um exemplo de como os mapas originais eram enganosos. A FIFA deixou as pessoas acreditarem que, comprando ingressos da Categoria 1, elas poderiam acabar em um setor lateral inferior perto do campo, quando isso nunca iria acontecer”, afirmou o torcedor Ben Kurzman, em entrevista ao ‘The Athletic'.

A situação também gerou críticas e acusações de falta de transparência por parte da entidade máxima do futebol: “Muitas pessoas se sentem enganadas, confusas ou simplesmente decepcionadas com a forma como os assentos foram atribuídos”, disse o torcedor Jordan Likover, também ao portal americano.

Procurada pelo ‘The Athletic’, a FIFA afirmou que os mapas tinham caráter apenas indicativo: “Esses mapas foram criados para servir de orientação, e não para mostrar a disposição exata dos assentos, refletindo a extensão geral de cada categoria de ingresso dentro do estádio”, informou a entidade em comunicado.


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