A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) detalhou os desdobramentos da Operação Diamante de Sangue, deflagrada para desarticular uma organização criminosa responsável por furtos qualificados em joalherias e outros crimes em diferentes estados do país.
De acordo com os investigadores, dois suspeitos foram presos em Salvador e teriam participação direta em um furto ocorrido na capital baiana no início de 2025, caso que deu origem às investigações.
Segundo o delegado responsável pela operação, Thomas Galdino, os homens capturados na capital atuavam na parte operacional do grupo criminoso, executando diretamente as ações dentro dos estabelecimentos comerciais.
“A organização criminosa atuava em vários estados, tanto que hoje a operação se deu em oito estados do país. Então esses dois indivíduos foram capturados no bairro de Valéria, em Cajazeiras, também o outro. Eles atuavam como a parte operacional da organização criminosa, que era efetuar aquele furto qualificado dentro de joalherias. Então eles, assim como os outros, possuíam participação ativa dentro da organização criminosa, cada um devidamente na sua atividade”, explicou o delegado.
De acordo com o oficial, o furto ocorrido em uma joalheria da capital baiana foi o ponto de partida para a investigação que resultou na operação policial.
“Esse furto qualificado que ocorreu em uma joalheria aqui na capital baiana foi que desencadeou essa investigação, que resultou na deflagração da operação diamante de sangue. Então esse grupo criminoso atuava não só aqui na capital baiana, como também em outros estados, em outras capitais da federação, mas especificamente esse evento criminoso foi que ocasionou a investigação, foi deflagrada a investigação por parte da polícia civil e após um trabalho investigativo muito bem desenvolvido pela coordenação de operação, pela agência de inteligência, pela delegacia de repressão a furtos e roubos, foi possível a deflagração dessa operação”, afirmou.
As investigações, no entanto, ainda não foram concluídas. Segundo o delegado, o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado para identificar outros possíveis envolvidos.
“As investigações continuam, nós iremos analisar todo aquele material apreendido e como já dito, em ocorrendo algum evento criminoso, iremos possivelmente deflagrar mais fases dessa operação”, disse.
Entre os bens apreendidos durante a ação estão veículos de luxo, joias, dinheiro em espécie, além de uma aeronave e uma moto aquática. Questionado sobre o destino desses bens de alto valor, o delegado explicou que todos foram recolhidos mediante decisão judicial e poderão ser vendidos antecipadamente.
“Todos eles foram apreendidos mediante decisão judicial, o que ocasiona a possibilidade da alienação antecipada e esse recurso ter um retorno direto às forças de segurança aqui do estado da Bahia”, explicou.
Também envolvido na operação, o delegado destacou que a ofensiva policial teve como objetivo enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa.
“Hoje a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, deflagrou a Operação Diamante de Sangue. Trata-se de uma ação voltada para desarticular uma organização criminosa responsável por diversos crimes, entre eles furtos qualificados em joalherias, estelionato, tráfico internacional e lavagem de dinheiro”, afirmou.
Durante o cumprimento dos mandados, dez suspeitos foram presos e diversos bens foram apreendidos em diferentes estados. Entre eles estão veículos de luxo, joias, cerca de R$ 10 mil em espécie, uma aeronave localizada em Roraima e um jet ski encontrado em Aracaju.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de 55 contas bancárias utilizadas pelo grupo para movimentação de dinheiro ilegal. Segundo as investigações, as transações somam aproximadamente R$13,6 milhões.
“Era uma organização criminosa que atuava também na lavagem de dinheiro. Conseguimos bloquear 55 contas, totalizando cerca de R$ 13 milhões e 600 mil em movimentações ilícitas. Essa operação é mais uma resposta da Polícia Civil e das forças de segurança da Bahia no combate qualificado ao crime organizado”, destacou Galdino.
Apesar das prisões e das apreensões, o delegado ressaltou que ainda não é possível afirmar que a atuação do grupo foi completamente encerrada: “Não podemos afirmar que a organização não continuará agindo, mas os indivíduos identificados foram presos e houve também uma asfixia financeira com a apreensão de veículos de luxo e o bloqueio das contas. Isso representa um impacto significativo para essa estrutura criminosa”, afirmou.
Segundo ele, a análise de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos apreendidos pode revelar a participação de novos integrantes: “Apreendemos diversos dispositivos eletrônicos que ainda serão analisados. Caso sejam identificados outros envolvidos ou novas práticas criminosas, novas fases da operação poderão ser deflagradas”, concluiu.
BNews

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