Alana Anísio Rosa, 20, vítima de tentativa de feminicídio em fevereiro deste ano, se pronunciou pela primeira vez após o crime. O agressor, Luiz Felipe Sampaio, atacou a jovem após ser rejeitado pela vítima. Ele invadiu a casa de Alana e a golpeou com 15 facadas, na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
"O que aconteceu comigo não pode, não deve ser esquecido. Apesar de ter sobrevivido, como não acontece com muitas outras vítimas, continua sendo brutal o que aconteceu. Nós, mulheres, não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, no lugar onde a gente se sente mais segura, onde a gente deveria estar segura", disse Alana, em vídeo publicado no domingo (5).
Alana contou que precisava de privacidade, mas decidiu se pronunciar para cobrar justiça. A primeira audiência do caso está marcada para o dia 15 deste mês, em São Gongaço. "Isso não pode ficar impune. O agressor precisa, sim, receber a pena mais dura. A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso 'não' não seja aceito", acrescentou a jovem.
Enquanto Alana estava internada no Hospital e Clínica de São Gonçalo, a mãe dela, Jaderluce Anísio de Oliveira, deu detalhes sobre o crime. Segundo a mãe, Alana e Sampaio nunca se relacionaram, mas o suspeito começou a seguir a jovem no Instagram, depois a viu numa academia no bairro e afirmou ter se apaixonado.
De acordo com a mãe da vítima, o agressor mandava buquês de flores e chocolates para a casa da jovem com bilhetes nos quais escrevia frases como "seu admirador secreto" e "a menina mais bonita de São Gonçalo". A mãe disse que o último buquê foi enviado em dezembro do ano passado. Na ocasião, o admirador, que até então se mantinha no anonimato, se identificou e pediu Alana em namoro, o que ela recusou. Alana sofreu cortes no rosto, no pescoço e nos ombros, tendo passado mais de um mês internada.
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