O ministro das Cidades, Vladimir Lima, comentou sobre a queda dos índices do déficit habitacional no estado da Bahia, com os avanços do programa Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo federal.

Segundo o titular do órgão, o estado passou dos 8,9% para os 7,1%.

"A Bahia tem contratado bem unidades habitacionais por meio do programa. Atualmente, temos 35 mil em andamento e outras 45 mil unidades entregues. A agenda na Bahia é fortíssima", afirmou Lima ao ser perguntado pelo portal A TARDE durante o programa "Bom Dia, Ministro", do Canal Gov.br.

Entre os anos de 2023 e 2025, de acordo com dados do governo federal, a Bahia contratou 108,9 mil residências do Minha Casa, Minha Vida, com um investimento de R$ 13,65 bilhões.

O resultado coloca o estado na liderança da Região Nordeste e na sexta colocação em nível nacional. No geral, os estados contrataram mais de 2,1 milhões de unidades habitacionais e o investimento é superior a R$ 317,78 bi.

"Isso demonstra que a diretriz do governo do Brasil em parceria com os estados tem sido efetiva e tem melhorado as condições de habitação das famílias que mais precisam", completou o ministro, ressaltando a nova meta determinada pelo governo Lula de contratação de 3 milhões de unidades até o final deste ano.

Zulmira Barros

Em Salvador, um dos destaques citados pelo ministro é o Residencial Zulmira Barros, vinculado ao Programa Minha Casa Minha Vida – Entidades (PMCMV-E), em construção no bairro da Fazenda Grande IV.

O equipamento contará com 11 blocos e 300 unidades habitacionais, beneficiando famílias de baixa renda organizadas em cooperativas ou associações sem fins lucrativos.

Proximidade

Iniciada em 2013 e interrompida, a obra foi retomada em junho de 2024, com um investimento total de R$ 50,28 milhões, sendo R$ 49 milhões do Governo Federal e mais de R$ 1,26 milhão do Governo do Estado.

"Muitas dessas obras a gente vem retomando. O Zulmira é um desses exemplos. Estamos naqueles momentos últimos que envolvem questões de cartório, 'habite-se', para que a gente, em breve, esteja levando o sonho da casa própria para as famílias que tanto esperaram", afirmou Vladimir Lima.

Minha Casa, Minha Vida: novas condições

O Governo do Brasil anunciou, recentemente, um pacote de medidas estratégicas para o setor habitacional, que incluem um aporte de R$ 20 bilhões adicionais do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Para ampliar o acesso ao programa, foram reajustadas as faixas de renda das famílias. A mudança começou a valer no último dia 22.

A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200 mensais, permitindo que o teto acompanhe o reajuste do salário mínimo.
Antes, famílias com renda de cerca de R$ 2.900, menos de dois salários mínimos no valor atual, estavam enquadradas na Faixa 2 do programa. Agora, passam para a Faixa 1 e terão acesso a juros mais baixos.

Entenda como funciona as demais faixas

A Faixa 2 subiu de R$ 4.700 para R$ 5 mil. A Faixa 3, que era destinada às famílias com renda de até R$ 8.600, passou para R$ 9.600. Já a Faixa 4 subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

Além da renda, o teto do valor das unidades habitacionais para a Faixa 3 foi reajustado para acompanhar o mercado. O limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

Na Faixa 4 (classe média), o valor financiável passou para R$ 600 mil. O valor máximo dos imóveis nas Faixas 1 e 2 já tinha sido aprovado em novembro de 2025 e entrou em vigor no início deste ano.

A Tarde