A Prefeitura de Salvador passou a ser investigada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por conta de uma suposta falha na prestação de serviço e a precariedade da linha de transporte hidroviário na travessia marítima entre Ilha de Maré e o bairro de Paripe, na região do subúrbio ferroviário da capital baiana. A investigação foi aberta nesta terça-feira (01), através de inquérito civil assinado pelo promotor Adriano Nunes de Souza.
De acordo com o MP-BA, o objetivo do procedimento é apurar relatos de falha na prestação do serviço e a precariedade da linha hidroviária que liga a ilha ao continente.
A travessia é considerada essencial para moradores da Ilha de Maré, que dependem do transporte para acesso a serviços básicos, trabalho, educação e saúde na capital.
A depender dos resultados da investigação, o MP-BA poderá expedir recomendações, firmar termos de ajustamento de conduta (TAC) ou ingressar com ações judiciais para obrigar melhorias no serviço.
Prefeitura estuda melhorias
O BNews entrou em contato com a Prefeitura de Salvador em busca de um posicionamento. Em nota, o município destacou que tem acompanhado a situação e que está estudando a implantação de um modal náutico em Salvador. "Em fevereiro, inclusive, representantes das secretarias do Mar e de Mobilidade foram a São Paulo para fazer uma visita técnica ao Aquático São Paulo, modal de transporte hidroviário operado na capital paulista", disse a prefeitura.
A ideia é utilizar o potencial da Baía de Todos-os-Santos também para o transporte, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Segundo a prefeitura, o modal pode conectar a Cidade Baixa, o Subúrbio, o Comércio e outras áreas estratégicas de Salvador, como as ilhas. O planejamento, inclusive, é que o primeiro trecho deste modal seja entre Paripe e Ilha de Maré.
"O transporte aquático pode ser incorporado à rede pública com eficiência, integração tarifária e segurança", destacou.
Problemas antigos
A travessia enfrenta problemas recorrentes, como irregularidade nos horários, condições inadequadas das embarcações e possíveis riscos à segurança dos passageiros. Parte da ponte do terminal marítimo chegou a desabar em 2021. Após longa reforma, o local foi reformado e entregue à população EM 2023 após intervenção da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).
Não é a primeira vez que o Ministério Público cobra melhorias do transporte marítimo. Em 2018, o órgão estadual pontuou que, mesmo com a interdição do espaço, as embarcações continuavam fazendo a travessia no local, obrigando passageiros a entrar na água para chegar até os barcos.
BNews

0 Comentários
O Diário da Chapada não se responsabiliza pelos comentários aqui expostos.