De acordo com a Polícia Civil, o inquérito foi concluído em janeiro deste ano e encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), com a recomendação de manutenção das prisões. O órgão acatou o pedido e formalizou a denúncia à Justiça, dando continuidade ao processo criminal.
Atuação dentro da facção e ligação com líder criminoso
As investigações indicam que Poliane mantinha um relacionamento com Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Shantaram”, apontado como líder da facção Bonde do Maluco e atualmente custodiado no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, a cerca de 190 km de Salvador. Segundo a polícia, a advogada exercia funções estratégicas dentro do grupo, atuando como intermediária entre integrantes presos e lideranças externas, além de participar da organização de territórios e da gestão de cobranças.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais apreenderam na residência da suspeita itens considerados simbólicos dessa ligação. Entre eles, um colar com as iniciais “RS”, adornado com diamantes e com o apelido “Querido”, atribuído ao líder da facção, além de outra joia com a imagem de um leão e a frase: “muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha”.
No imóvel também foram encontrados R$ 190 mil em dinheiro vivo e uma máquina utilizada para contagem de cédulas.
Operação policial apreende dinheiro, joias e bloqueia milhões
A operação que levou à prisão de Poliane teve desdobramentos em cinco estados: Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, sendo que três dos alvos já estavam detidos anteriormente.
Na Bahia, os investigados ocupavam diferentes funções dentro da organização criminosa, como controle financeiro do tráfico, comando de áreas em cidades como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador, além da logística de transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.
Materiais apreendidos na operação
- R$ 190 mil em espécie
- Máquina de contar dinheiro
- Cerca de R$ 1 milhão em joias de ouro
- Colares com inscrições e símbolos ligados à facção
Estados onde a operação foi realizada
- Bahia
- Pernambuco
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Paraná
As ações também resultaram no bloqueio judicial de R$ 100 milhões em contas bancárias ligadas ao grupo.
A Tarde


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