Três homens morreram após uma ação de policiais militares no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador, na segunda-feira (11). Enquanto a polícia afirma que os agentes trocaram tiros com suspeitos armados durante uma ronda, familiares e moradores da região contestam a versão oficial e dizem que pelo menos duas das vítimas eram inocentes.

De acordo com a polícia, equipes realizavam patrulhamento na região quando encontraram um grupo de homens armados. Houve troca de tiros e três suspeitos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram aos ferimentos. Os nomes não haviam sido divulgados oficialmente pelas autoridades, mas familiares informaram que dois dos três mortos são o motociclista Deivisson Sanches Oliveira, 36 anos, e Delmo Santos Soares.

Familiares e vizinhos de Deivisson e Delmo afirmam que os dois não tinham ligação com a criminalidade.

Segundo parentes de Deivisson, ele trabalhava no momento em que foi atingido pelos disparos. O motociclista teria aceitado uma corrida por aplicativo e foi baleado durante o trajeto. Testemunhas relataram que os policiais perseguiam um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas, que também morreu na ação. 

Josué Sanches, pai de Deivisson, disse à TV Bahia que o filho dava preferência a trabalhar de madrugada, mas tinha passado a pegar serviço também à tarde. "Ele era um homem justo, digno. Meu coração está com um vazio enorme"

Já Delmo, morador do Nordeste de Amaralina, teria sido atingido ao passar pelo local no momento dos disparos, de acordo com os moradores.

A polícia diz que foram apreendidos três armas de fogo, uma granada e porções de maconha, cocaína e crack. O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o policiamento foi reforçado no bairro.

Correio