A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na manhã desta quinta-feira (21) para tornar réus três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, que ocorreu no Rio de Janeiro em março de 2018.

No mês de fevereiro, Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense, já havia sido condenado a 18 anos de prisão por sua participação para atrapalhar a apuração do crime. Os outros dois investigados são o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho HP.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados atuaram para que provas desaparecessem. Além disso, eles incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.

Os irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes, Rivaldo e outros acusados foram condenados pelo assassinato da vereadora em fevereiro deste ano. 

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