Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto criticou nesta segunda-feira (6) o governo Jerônimo Rodrigues (PT) após a repercussão da investigação que aponta que ordens criminosas partiram de um presídio de segurança máxima da Bahia.
Em publicação nas redes sociais, Neto classificou o episódio como um retrato do "fracasso" da segurança pública no estado.
Na avaliação de ACM Neto, o fato de uma unidade de segurança máxima ser utilizada para comandar ações criminosas demonstra falhas no sistema prisional e no enfrentamento às facções. Segundo ele, a população é quem acaba sofrendo as consequências dessa situação.
"O que vimos no sistema prisional da Bahia é o retrato do fracasso na segurança pública comandada pelo governador Jerônimo Rodrigues. Quando até um presídio de segurança máxima é usado para comandar ações criminosas, quem paga a conta é o cidadão de bem", afirmou.
O ex-prefeito de Salvador também criticou o governo Jerônimo por minimizar a gravidade do problema enquanto "as facções ganham espaço e continuam agindo até de dentro das cadeias".
Na publicação, ACM Neto defendeu um sistema prisional que "realmente isole o criminoso", com investimentos em inteligência, tecnologia, valorização das forças de segurança e "comando firme". "Não dá para tratar como normal o que envergonha a Bahia diante de todo o Brasil", ressaltou.
Prisão de advogados
Segundo investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), integrantes de facções criminosas presos no Conjunto Penal de Serrinha, unidade de segurança máxima, utilizavam advogados para transmitir ordens e manter contato com membros das organizações fora do sistema prisional.
Na semana passada, a operação cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, sendo dez contra advogados suspeitos de atuar como intermediários das facções e os demais contra detentos já custodiados no sistema prisional. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari.
Os advogados presos passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas pela Justiça.
Correio

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