A eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo, 5, abriu o debate sobre a continuidade da comissão técnica.

Durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o ex-atacante e campeão mundial Müller defendeu a saída imediata do técnico Carlo Ancelotti e sugeriu dois nomes estrangeiros para assumir o comando do ciclo até 2030: Pep Guardiola e Jorge Jesus.

O ex-jogador argumentou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) possui saúde financeira suficiente para arcar com os custos de comissões técnicas do primeiro escalão internacional e deveria buscar perfis com maior identificação ou intensidade tática.

"Se eu fosse a CBF, mandava ele embora e contratava ou o Jorge Jesus, ou o Guardiola. Já que quer gastar e tem grana para gastar. São mais jovens [em comparação com Ancelotti], né? Com exceção do Jorge Jesus, mas ele conhece o futebol brasileiro. É um excelente treinador", avaliou Müller.

Os nomes sugeridos e o panorama dos técnicos

A análise das opções indicadas pelo ex-atacante envolve diferentes cenários de viabilidade financeira e contratual no mercado da bola:

Pep Guardiola: Tratado como o "sonho institucional" de sucessivas gestões da CBF, o técnico espanhol preenche o requisito de modernização tática defendido por Müller, embora tenha um dos maiores patamares salariais do futebol europeu. Atualmente, o treinador está sem clube;

Jorge Jesus: O treinador português, que teve passagem marcante pelo Flamengo, é visto por Müller como uma alternativa estratégica devido ao seu conhecimento profundo do ecossistema do futebol sul-americano e brasileiro. No momento, o técnico está comandando o Al-Nassr.

A Tarde