Caso o novo tarifaço dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos exportados seja confirmado, o Brasil seria o segundo país com as maiores tarifas. Os dados são de uma iniciativa chamada Global Trade Alert (GTA), em que dados de comércio global são compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça.
Apesar de já se ter o percentual , uma decisão final ainda não havia sido tomada, em meio a negociações entre Brasil e EUA. O governo dos Estados Unidos deve anunciar até quarta-feira, 15.
Em junho, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), órgão do governo americano responsável por negociações de comércio exterior encerrou uma investigação contra o Brasil, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo de pressão comercial dos EUA contra outros países, e previa punições ao país.
Entre as medidas, está a possibilidade de imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No final de 2025, o governo estadunidense também havia imposto a medida ao Brasil, como parte da pressão comercial entre os principais parceiros e exportadores de produtos como café, carne bovina, laranja e cortes de madeira.
Atualmente, o Brasil é o 13º país com maiores tarifas impostas pelos EUA, segundo os cálculos do GTA. Com tarifa média efetiva de 11,73%, o país está atrás de China, Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.
Mas, se o tarifaço de 25% for confirmado pelo governo Trump, o Brasil saltaria para a segunda posição.
A China é o país que mais viu suas tarifas médias de importação subir no segundo mandato de Trump — um aumento de 27%, comparado às tarifas praticadas pelo governo Biden, disse Johannes Fritz, diretor do St. Gallen Endowment, à BBC News Brasil.
A Tarde

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