Lionel Messi anunciou nesta segunda-feira (31) que não voltará a defender a seleção argentina. Aos 39 anos, o atacante encerra uma trajetória de duas décadas com a camisa da Albiceleste e afirma que tomou a decisão após um período de reflexão.

A despedida foi comunicada por meio de uma carta manuscrita, publicada pelo jogador em seu perfil no Instagram. No texto, Messi agradeceu à torcida, aos familiares e às pessoas com quem trabalhou durante a passagem pela equipe nacional.

“Foi uma decisão que doeu, e ainda dói, profundamente, mas entendo que é o momento certo”, escreveu.

A carta foi redigida em 21 de julho, dois dias depois da derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo. A partida marcou a última atuação do jogador do Inter Miami por seu país.

Ao explicar a decisão, Messi destacou a chegada de uma nova geração à seleção e avaliou que chegou ao limite de sua contribuição dentro de campo.

“Dei tudo de mim; não tenho mais nada a dar e, além disso, há alguns jovens jogadores incríveis surgindo depois de mim que merecem estar lá”, afirmou.

O argentino também relembrou os momentos difíceis vividos antes das conquistas alcançadas nos últimos anos. Segundo ele, a entrega à seleção não esteve restrita ao período mais vitorioso da equipe.

“Juro que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos em que conquistamos tudo, mas também antes disso. Sempre lutei e me entreguei por esta camisa, para trazer alegria a vocês e fazer com que se orgulhem de ser argentinos através do futebol”, declarou.

Agora fora dos gramados pela seleção, Messi disse que passará a acompanhar a equipe como torcedor. “Vou sentir falta de ouvir vocês de dentro do campo. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando da arquibancada”, escreveu.

O camisa 10 também agradeceu aos treinadores, companheiros e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória. Ao encerrar a mensagem, afirmou deixar a seleção orgulhoso pelas conquistas compartilhadas com o elenco e com os argentinos.

“Parto com a paz de espírito e o orgulho de ter proporcionado a vocês, junto com meus companheiros de equipe, momentos verdadeiramente mágicos”, disse.

Em uma observação incluída ao fim da carta, Messi informou quando havia escrito a despedida e citou uma situação envolvendo o pai. “Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias após a final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convicto do que antes.”

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