A Domino’s Pizza fechou 29 unidades na Austrália e na Nova Zelândia após registrar um impacto financeiro de cerca de R$ 1,1 bilhão, equivalente a aproximadamente US$ 300 milhões em prejuízos.

As unidades fechadas faziam parte da operação comandada pela Domino’s Pizza Enterprises, que administra os negócios da marca em diversos mercados da região Ásia-Pacífico. A companhia vem passando por uma reestruturação desde 2025, diante dos resultados abaixo do esperado em diferentes países.

A crise não ficou restrita aos fechamentos. A empresa também realizou uma revisão do valor de ativos relacionados às operações na França, em Taiwan, na Austrália e na Nova Zelândia. No Japão, a rede também promoveu uma redução significativa no número de lojas.

Fim dos descontos

Uma das principais mudanças adotadas pela companhia está relacionada à política de preços. A Domino’s decidiu reduzir a dependência de promoções agressivas e cupons de desconto, que durante anos ajudaram a rede a atrair clientes e aumentar o volume de pedidos.

A estratégia agora é priorizar a margem de lucro obtida em cada venda, mesmo que isso resulte em um número menor de pedidos.

A mudança ocorre após a expansão internacional não apresentar o retorno esperado. O desempenho das operações em diferentes mercados levou a companhia a revisar seus investimentos e reduzir a estrutura em países considerados menos rentáveis.

Expansão internacional 

A Domino’s Pizza construiu uma das maiores redes de pizzarias do mundo apostando na expansão por meio de franquias. O modelo permitiu que a marca chegasse a diferentes mercados, mas também aumentou a exposição da empresa às condições econômicas e ao comportamento dos consumidores em cada país.

O fechamento das 29 lojas e as baixas contábeis fazem parte desse processo de ajuste. A empresa busca concentrar recursos nas operações com maior potencial de retorno e reduzir os efeitos financeiros provocados pelos mercados que não entregaram os resultados esperados.

BNews