O homem preso pela morte da servidora pública Edna Barbosa da Silva, de 41 anos, lavou a própria casa e o carro utilizado para transportar o corpo na tentativa de eliminar vestígios do crime, segundo a Polícia Civil. Mesmo após a limpeza dos locais, investigadores encontraram manchas de sangue que foram identificadas como sendo da vítima.
Edna foi encontrada carbonizada e enterrada em uma cova rasa na zona rural de Jaborandi, no Oeste da Bahia. A identificação foi concluída pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Bom Jesus da Lapa.
De acordo com Rivaldo Luz, diretor-regional Oeste/Chapada da Polícia Civil, os vestígios encontrados na residência, no veículo e até nas roupas do suspeito ajudaram a polícia a concluir a investigação.
"Ele trabalhava como serviços gerais numa empresa contratada (do DPT). Ele sabia a rotina do DPT, a forma que a polícia trabalha. Lavou o carro, lavou sua casa, mas o DPT tem muita estrutura para identificação desse sangue. Achamos manchas de sangue tanto no veículo, quanto na casa, tanto nas roupas dele, a gente conseguiu identificar a autoria dele, embora ele continue negando", afirmou em entrevista à TV Bahia.
Segundo o diretor-regional, o sangue encontrado nos locais passou por análise da Polícia Técnica e foi identificado como humano e pertencente a Edna.
A investigação aponta que a morte ocorreu dentro da residência do suspeito, durante uma discussão. Edna havia ido ao imóvel para cobrar uma dívida relacionada ao cartão de crédito. O celular dela também continha registros de cobranças feitas ao ex-companheiro.
"A gente identificou que o motivo da briga que ela foi cobrar de forma mais forte ele em casa e assim ele a matou", disse Rivaldo Luz.
Após a morte, o corpo teria sido retirado da residência e levado em um carro até uma área de matagal. Lá, em tentativa de esconder o fato, ela teve o corpo queimado e depois enterrado em uma cova rasa.
"A morte foi em um momento de discussão. Ele a matou e para encobrir o crime tirou o corpo do local, ateou fogo, enterrou, voltou até o local, se desfez da moto, lavou o carro, lavou a casa", relatou o diretor-regional.
As imagens de monitoramento também tiveram papel importante na investigação. As gravações mostram Edna entrando na casa do suspeito, mas não registram a saída dela. Os investigadores ainda identificaram o ex-companheiro utilizando a motocicleta da vítima após o desaparecimento.
A moto foi posteriormente localizada em posse de uma terceira pessoa, em outra cidade. O veículo foi recuperado e a pessoa que estava com ele foi presa por receptação.
Além dos vestígios encontrados na casa e no carro, a Polícia Civil apreendeu armas e outros materiais durante as diligências. A prisão, inicialmente solicitada de forma temporária, foi convertida em preventiva.
Para a Polícia Civil, o conjunto de elementos reunidos permitiu esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a identidade da vítima.
"A polícia identificou através das digitais, do que sobrou, que era realmente o corpo de Edna e a gente conseguiu fechar todas circunstâncias do crime", afirmou Rivaldo Luz.
O corpo de Edna foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, na manhã desta quinta (20).
Correio

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