Com as suas obras em andamento, a ponte Salvador-Itaparica dará uma nova dinâmica à mobilidade da Bahia, tornando os deslocamentos entre a capital baiana e as praias do baixo-sul do estado mais curtos, sem a necessidade de utilizar o sistema ferry-boat ou as estradas que cortam trechos do Recôncavo, a exemplo da BR-324.

A expectativa é a de que, com a conclusão das obras no final do primeiro semestre de 2031, uma viagem entre Salvador e Itacaré, por exemplo, passe das atuais 6 horas e 31 minutos para pouco mais de 5 horas — a distância cairia de 392 km para 250 km.

Se o destino for um pouco mais além, o mesmo efeito será sentido: de 419 km para 277 km. Quem for para Barra Grande, na Península de Maraú, ao invés de uma viagem de 7h32, o deslocamento levará 6h11.

Chegada de balsa faz obra entrar em nova etapa

A construção da Ponte Salvador-Itaparica entrou em uma nova etapa com a chegada e o posicionamento da balsa Belov Jaguaribe, na última semana. A embarcação será utilizada como estrutura de apoio para a execução das obras no mar.

Segundo o secretário da Casa Civil, Eracy Lafuente, a balsa possui 77 metros de comprimento, 22,4 metros de largura e capacidade para mais de 5 mil toneladas.

A estrutura conta ainda com dois grandes guindastes que serão utilizados em uma das fases mais importantes da construção: a cravação das estacas que darão sustentação à ponte.

A maior da América Latina

Com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos e o investimento de aproximadamente R$ 12 bilhões, a Ponte Salvador–Itaparica será a maior da América Latina.

O projeto integra o Sistema Rodoviário Salvador–Itaparica, considerado um dos maiores investimentos em infraestrutura do país, e inclui ainda 4,4 quilômetros de vias estruturadas em Salvador, uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de 8 quilômetros da BA-001, no trecho entre Tairu e a Ponte do Funil.

A expectativa é que a nova ligação impulsione a integração entre a capital, a Ilha de Itaparica, o Baixo Sul e outras regiões do estado, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento e fortalecendo a logística baiana.

O contrato de concessão prevê 35 anos de duração, sendo o primeiro para estudos e obtenção de licenças e autorizações, cinco anos de construção, seguidos de 29 anos de operação e manutenção sob concessão.

A Tarde