Um bebê foi encontrado morto e congelado dentro de uma mala em um apartamento de curta temporada em Kypseli, bairro de Atenas, na Grécia. Segundo o jornal grego Ta Nea, a perícia identificou 18 ferimentos provocados por faca nas costas da criança. Três deles teriam ocorrido antes da morte e 15 depois. Como o corpo estava congelado, ainda não foi possível determinar com precisão quando o bebê morreu. As autoridades aguardam os resultados de exames histológicos e toxicológicos.
A polícia também investiga a relação entre um homem de 43 anos e uma mulher alemã de 38 anos e dois adolescentes e uma criança que viviam com eles no imóvel: uma garota de 15 anos e dois meninos, de 12 e 9 anos. Segundo as autoridades gregas, exames de DNA deverão esclarecer se as crianças são de fato filhos biológicos do casal e também ajudar na identificação do bebê morto.
De acordo com a reportagem, os dois meninos foram diagnosticados com infecções sexualmente transmissíveis, enquanto a adolescente estava grávida e apresentava dependência de drogas. A polícia informou ainda que os exames não apontaram sinais de abuso sexual recente contra os três menores.
O homem de 43 anos teria dito aos investigadores que não teve coragem de enterrar o bebê porque temia que o caso fosse descoberto e que os serviços sociais retirassem dele as outras crianças. Já a mulher afirmou que o bebê era seu e que havia morrido cerca de oito meses antes, alegando que manteve o corpo congelado.
Uma fotografia publicada pelo homem nas redes sociais também passou a ser analisada. Na imagem, registrada em dezembro de 2021, ele aparece ao lado da mulher e das três crianças, próximas a um carrinho de bebê. A fotografia chamou a atenção das autoridades porque foi publicada antes da data indicada pela mulher para o nascimento do bebê encontrado morto.
Durante as buscas no apartamento, os investigadores encontraram o corpo dentro de um recipiente, escondido em uma mala. Em outra bagagem havia uma pá, objetos sexuais e uma câmera. O conteúdo do equipamento deverá ser analisado pela polícia. Os investigadores também examinam celulares e computadores encontrados no imóvel.
A investigação tenta agora reconstruir a trajetória da família e esclarecer quando e como o bebê morreu, quem é a criança e qual era a relação entre os adultos e os três menores.
Correio

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