Uma noiva chamou as redes sociais ao atravessar uma igreja com água da enchente na cintura para não adiar a cerimônia que aconteceu nas Filipinas.

Leian Liesa Galang e Gilbert Chico decidiram manter o casamento mesmo com o templo tomado pela enchente após semanas de chuvas intensas.

O casamento aconteceu na terça-feira (1ª) na Igreja de São João Batista, em Hagonoy. Dentro da igreja, os bancos permaneciam vazios, mas alguns tinham sido decorados com flores plásticas.

Imagens do momento mostram a noiva avançando pela água suja, buquê de flores brancas nas mãos, enquanto familiares e poucos convidados enfrentavam as mesmas condições para acompanhar a união.

Segundo o jornal O Globo, a paróquia tinha recomendado que o casal adiasse a cerimônia diante da elevação do nível da água, de acordo com o fotógrafo de casamentos Mikko Rey Alfonso.

Mesmo assim, Leian e Gilbert preferiram seguir com os planos e foram declarados marido e mulher pelo pároco durante a celebração abreviada, realizada no fim da manhã.

Mesmo diante das dificuldades, a igreja estava parcialmente tomada pela água há quase um mês. A equipe da paróquia se mobilizou para adaptar o espaço e permitir que a cerimônia acontecesse.

Ainda segundo o jornal, a chegada da noiva exigiu planejamento. Leian foi levada até a igreja em um riquixá com chassi elevado, o que ajudou a preservar o vestido durante o trajeto. Para conseguir atravessar a área alagada, a noiva ainda encurtou a cauda da peça, facilitando a movimentação pela água.

Outro momento ainda chamou atenção dentro do templo. Um menino encarregado de levar as alianças percorreu o corredor com a água na cintura. Já em outro registro divulgado pela paróquia, Leian aparece abraçada aos pais, que participaram da celebração apesar das condições adversas.

Menos de 15 pessoas acompanharam o casamento de forma presencial. Para Alfonso, a disposição dos noivos em manter a cerimônia refletia a importância que atribuíam àquele momento. "Eles se amam. Nada poderia impedir a união deles", declarou.

Em agosto deste ano, precipitações acima do habitual provocaram enchentes repentinas nas Filipinas, além de deslizamentos de terra em diferentes áreas do arquipélago, deixando 34 mortos, segundo o último balanço oficial citado pelas autoridades.

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