O Atlético-MG foi advertido pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) por causa de uma dívida com o Esporte Clube Bahia e corre o risco de sofrer um transfer ban. A pendência refere-se ao atraso no pagamento referente à contratação do zagueiro Vitor Hugo.

Em 2025, o defensor de 35 anos foi emprestado pelo Esquadrão ao Galo, que adquiriu o atleta em definitivo logo no início desta temporada. A pendência seria de 100 mil euros, que seria aproximadamente R$ 597 mil na cotação atual. O valor é referente a uma das metas previstas em contrato que foram atingidas por Vitor Hugo. 

De acordo com o GE, o acordo estabelecia que o Galo deveria pagar o valor adicional ao Bahia caso o zagueiro completasse 15 partidas como titular. A meta foi alcançada no fim de abril, e a quantia deveria ter sido quitada até maio, mas o pagamento não aconteceu dentro do prazo.

A situação chegou à ANRESF, que reconheceu a pendência e estabeleceu um prazo de 45 dias, contado a partir da notificação, para que o clube mineiro regularize a situação. Caso o valor não seja pago e não exista um acordo comunicado pelo credor, o Galo poderá ficar impedido de registrar novos jogadores.

O Atlético-MG tentou contestar a decisão, mas teve seus argumentos rejeitados pela entidade. A diretoria citou medidas de reorganização financeira, incluindo um plano coletivo na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), uma proposta de transação tributária e o parcelamento do Imposto Sobre Serviços (ISS).

Mesmo com as tentativas, a agência entendeu que essas medidas não estavam formalizadas na data considerada para a análise. Por isso, manteve o reconhecimento do atraso e o prazo para a regularização da dívida.

O transfer ban é uma punição que impede clubes de futebol de registrar novos atletas enquanto determinadas pendências não são regularizadas. Vale destacar que, no caso do Atlético-MG, a sanção ainda não foi aplicada e dependerá do cumprimento das condições estabelecidas pela entidade.

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