Cerca de sete aviões comerciais foram obrigados a mudar suas rotas após receberem ameaças a bordo nesta segunda e terça-feira, 3. Os incidentes ocorreram em voos provenientes de Londres, Manchester, Copenhaga e Israel, com destinos na Polónia, Espanha e Bulgária.
As ameaças, que foram relacionadas com a possível presença de explosivos, provocaram a ativação de procedimentos de seguranças, como desvios de rota, o encerramento temporário de um aeroporto e até uma mobilização de uma caça militar húngaro.
Quando aconteceu o primeiro caso?
As ameaças iniciaram nesta segunda-feira, 2, quando um avião da companhia aérea húngara Wizz Air que realizava uma ligação entre Londres e Sófia recebeu uma ameaça de bomba durante o voo. Devido ao risco, a aeronave interrompeu a viagem e realizou uma aterragem de emergencvia em Budapeste, escoltada pelas Forças Armadas da Hungria.
"O voo da Wizz Air com destino a Sófia e proveniente de Londres recebeu uma ameaça de bomba, pelo que interrompeu a sua rota original e solicitou autorização para aterrar no aeroporto internacional de Budapeste", informou o ministro da Defesa, Romulusz Ruszin-Szendi, no Facebook.
Já nesta terça-feira, 3, um avião da companhia aérea LOT, proveniente de Londres e com destino ao aeroporto Chopin, em Varsóvia, também foi desviado devido a uma ameaça de bomba a bordo.
O voo, com 181 pessoas a bordo, aterrisou às 10:01 locais (09:01 em Lisboa) no aeroporto de Varsóvia/Modlin, depois de ter sido emitido um alerta às 09:54. A ameaça foi informada pela entidade gestora daquela infraestrutura e registrada pelo serviço de rastreamento de voos FlightRadar24.
O terceiro inicidente aconteceu durante um voo da Ryanair, o FR4116, que fazia a ligação entre Manchester, no Reino Unido, e Múrcia, em Espanha. Também vítima de uma suspeita de bomba, o avião realizou um pouso de emergência no aeroporto de Múrcia, onde os 114 passageiros e os sete membros da tripulação desembarcaram sem incidentes.
Horas depois, outra ameaça de bomba foi registrada contra um avião proveniente de Bérgamo, em Itália, que aterrisou no aeroporto de Sófia, na Bulgária, de acordo com informações avançadas pelos meios de comunicação locais.
Já os últimos dois casos aconteceram em aviões que seguiam para o aeroporto Fiumicino, o principal de Roma, sendo que um deles tinha partido de Lisboa. Ambas as aeronaves eram da Ryanair, tendo o segundo partido de Dublin. Os episódios foram resolvidos como situações de falso alarme.
A Tarde

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